Daniel: muito mais que a cova de Leões (2)

Postado por em fev 27, 2014 em Blog | 9 Comentários

Daniel: muito mais que a cova de Leões 2

Olá, pessoal! Primeiramente, uma ótima quinta-feira a todos! Mais um dia que o Senhor fez, e nele vamos nos alegrar! Gostaria de agradecer aos que comentaram no post anterior e aos que leram sem comentar. Espero que essa série possa nos ajudar a entender mais da vontade de Deus para as nossas vidas e que a gente aprenda juntos. Vamos ao capítulo 2!

Capítulo 2 (vs. 1-49)

O capítulo 2 de Daniel é dividido em 49 versículos. É um capítulo longo e seria interessante vocês darem uma lida antes de continuarem aqui. Leu?! Então siga em frente!

O livro de Daniel é um tanto quanto complexo de entender. Inúmeras interpretações são obtidas de seus textos e muitos teólogos já quebraram a cara na tentativa de dar um sentido para tanto “misticismo”. Usei a palavra entre aspas, pois a Bíblia não é um livro místico, mas espiritual. Acontece que em Daniel, temos inúmeras alusões a sonhos e ao sobrenatural. E é bom entendermos tudo da forma correta.

Ao ler o capítulo 2, notamos que o tema principal é a interpretação do sonho do rei. Mas vamos tentar mergulhar mais profundamente. No início do capítulo, o rei convoca alguns dos magos, astrólogos, encantadores e caldeus para interpretarem um sonho perturbador. No entanto, o rei notou que nenhum deles era capaz de revelar o sonho, quanto mais de interpretar o seu significado. Nabucodonosor tinha receio de que se os adivinhos não lhe fornecessem qualquer ideia de seu sonho, poderiam lhe enganar na sua interpretação. Uma vez que ninguém foi capaz de responder ao que o rei solicitou, Nabucodonosor mandou matar todos os sábios da Babilônia. Entre eles estava nosso amigo, Daniel. O jovem era fiel a Deus e, como de costume, orou ao Senhor e pediu-lhe misericórdia, junto de seus amigos Hananias, Misael e Azarias. E Deus respondeu. O sonho foi revelado a Daniel em uma visão de noite, que prontamente se dispôs a entrar na presença do rei e explicar o seu significado. Após um longo discurso, Daniel revelou o sonho e sua interpretação – veja bem, não vamos nos ater ao sonho em si -, de modo que o rei se prostrou diante do servo de Deus e o adorou. Nabucodonosor finalmente reconheceu que Deus é “Deus dos deuses, Senhor dos reis, e o revelador dos segredos” (v. 47). Daniel acabou se tornando governador de toda a província de Babilônia, assim como todos seus amigos passaram a ocupar cargos importantes.

Esse capítulo é uma continuação do significado do anterior. No início da história, a gente leu que Daniel foi fiel e Deus também. Lemos também que Daniel decidiu não se contaminar e que não comeu do manjar do rei. Resumindo: Daniel era um crentão! Ele cuidava com o que fazia, estava sempre disposto a orar a Deus, e tinha apenas um senhor na sua vida. A passagem chave do Cap. 2 é provavelmente os v. 27-28, quando a coragem de Daniel é posta à prova, e sua fidelidade também: “Respondeu Daniel na presença do rei e disse: O segredo que o rei requer, nem sábios, nem astrólogos, nem magos, nem adivinhos o podem descobrir ao rei. Mas há um Deus nos céus, o que revela os segredos; ele, pois, fez saber ao rei […] o que há de ser no fim dos dias; o teu sonho e as visões da tua cabeça na tua cama são estas”, e ele continua a dar a explicação do sonho.

Essa passagem-chave demonstra uma questão de honra e glória. É disso que o capítulo de hoje fala. Quando Daniel recebeu a revelação de Deus, ele poderia ter assentado em seu coração um trono de orgulho e soberba. E não foi o que aconteceu. Pelo contrário, Daniel fez questão de dar a honra ao Senhor, pois ele sabia que nada de bom poderia vir dele, mas sim do Criador de todas as coisas. Por seu próprio esforço, Daniel não teria jamais entendido o significado do sonho, preservando desse modo sua vida. No máximo, ele tentaria adivinhar e acabaria morto como os demais sábios. Porém, pela sabedoria e fidelidade, Nabucodonosor louvou a Deus e deu honras ao próprio Daniel (v. 47,48).

Além disso, Daniel nos ensina a orar antes de mais nada (v. 17, 18). Mesmo acreditando que Deus serial fiel, o jovem não permitiu que seu orgulho o impedisse de dobrar seus joelhos. Muitas vezes, por imaginarmos ser “demasiadamente espirituais”, ou por estarmos em uma “temporada de oração”, ou mesmo “de devoção diária”, pensamos ser especiais para Deus, de modo que nossas decisões vão estar baseadas na Sua vontade, independentemente da Sua vontade! Porém, Daniel orou e pediu oração a seus companheiros, pois sabia ser limitado e totalmente dependente do Senhor.

Conclusão: O capítulo 2 de Daniel nos ensina muito sobre o orgulho, a honra e a glória. Na nossa caminhada com Cristo, nos deparamos com inúmeras situações e circunstâncias em que precisamos tomar decisões rápidas e sábias. Essas decisões devem ser acompanhadas de oração e da resposta do Senhor. Inúmeras vezes vamos desonrar a Deus com nossos próprios caminhos e vontades. Que saibamos viver uma vida que Lhe dê toda a glória, sobrando nada para nós. Nossa vida não deve ser motivo de honra. Mas, quando damos o devido louvor a Deus, os homens podem chegar ao ponto de se prostrar e nos adorar, por reconhecerem o Deus que está em nós (v. 46). Não esqueça, então: honre a Deus e seja humilde o suficiente para saber que a hora chegará em que você precisará orar e se submeter à fé em Deus, somente.


Confira os outros textos da série sobre Daniel:

Cap. 1 – Daniel: muito mais que a cova de Leões (1)
Cap. 3 – Quem não tem ídolos?
Cap. 4 – Desfaze os teus pecados
Cap. 5 – Santo e Profano
Cap. 6 – Um anjo na cova dos leões
Cap. 7 – Fechando o coração
Cap. 8 – Qual a sua oferta?
Cap. 9 – Aprendendo a Orar
Cap. 10 – Compreender e Humilhar
Cap. 11 e 12 – Daniel sai da cova dos leões

  • Juli Vergani

    “Essas decisões devem ser acompanhadas de oração e da resposta do Senhor”

    É incrível como usamos a desculpa do tempo para nossas decisões erradas. Daniel prova nessa – e em outras passagens – que o grande erro está no nosso coração que não quer se submeter a vontade de Deus, seja ela qual for.
    Nessa situação, Deus respondeu a Daniel, porém nem sempre essa é a resposta, muitas vezes ela é “espere”.
    É bom lembrar que nossa oração não é para deixarmos Deus à par dos nossos desejos, mas sim nos moldarmos conforme a sua vontade em nossa vida 🙂

  • leocechet

    Teu comentário foi melhor que meu texto, Juli! Muito bom!

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  • Juliana Monteiro

    Estou adorando o estudo! Iniciei ontem. Qual o período de postagens? Vi que tem texto até o capítulo 5.