Você sabe onde seus filhos estão?

Postado por em maio 26, 2014 em Blog | Um Comentário

Você sabe onde seus filhos estão?

Esse é o quarto capítulo do livro Preocupações de Elizabeth George, onde os pais aprenderão a lidar com suas preocupações em excesso e nós, filhos, entenderemos como ajudar e compreender as preocupações de nossos pais. Este livro é voltado para mulheres então você poderá notar que a autora destina seus ensinamentos para as mães, mas é visível a aplicação para os pais também.

Os pais se preocupam com o perigo:

“Vivemos em um mundo com perigos por todos os lados. Sem dúvida, fazemos o melhor que podemos para protegê-los. Mas, por outro lado, também é verdade que não podemos mantê-los presos dentro de nossas casas para sempre. E quando eles saem, a ansiedade os substitui. O fato de estarem longe dos olhos, não os deixa longe do coração. Não mesmo! Para falar a verdade, é exatamente o contrário. Os motivos de preocupação são escalonados e se multiplicam à velocidade da luz.”

A preocupação dos pais começa na gravidez, passando pelos problemas de saúde, com a escola, com a sociedade violenta onde estão, com as más companhias. No AT temos o exemplo de Agar (veja Gênesis 21:8-21), mãe de Ismael, filho de Abraão, que foram expulsos da cidade, e nesse momento seu filho estava passando por dificuldades. “Como Agar, seus medos e lágrimas também sejam justificados. Como ela, você pode ter um filho passando por alguma situação grave ou até correndo risco de morte. Mas, ao ler a história de Agar, note outro ponto verdadeiro – Deus estava ciente da situação do menino.” Deus é o pai do Amor, ele está no controle da situação e ama você e sua família.

Os pais se preocupam com o sucesso:

Mais do que normal é que os nossos pais tenham o desejo de que tenhamos algumas coisas que eles não tiveram – assim justifica-se a insistência em nos transformarmos em pessoas melhores e por muitas vezes ambiciosas. Na Bíblia temos o exemplo de Rebeca, mãe de Esaú e Jacó. (Veja Gênesis 27:1-13) “O mais novo, Jacó, era claramente seu favorito. Ela queria que “Jacozinho”, que já crescera e se tornara homem adulto, recebesse a bênção que era devida ao filho mais velho, Esaú. Ela sabia que o costume era que os primogênitos recebessem o direito de primogenitura e as bênçãos do pai. Rebeca tramou um plano diabólico para garantir o sucesso que ela desejava para Jacó. Em sua preocupação com o bem-estar financeiro de seu filho favorito, ela estava disposta a quebrar o plano e as regras de Deus, em favor dos seus próprios interesses.” Sabemos o fim que teve essa ambição de Rebeca, ela destruiu sua família, nunca mais viu seu filho preferido e causou fúria gigante no filho mais velho.

“Sonhar com uma vida melhor para seus filhos não é ruim. Você deve certificar-se de que eles sejam adequadamente educados, desenvolvam autodisciplina e automotivação. Mas seus desejos nunca deveriam ser realizados em detrimento dos princípios de Deus. Concentre sua atenção em incutir integridade em seus filhos. Mostre-lhes o caminho e o porquê de fazerem escolhas que agradem a Deus. Ore fielmente e confie no Senhor para guiá-los e direcioná-los em suas futuras carreiras, empregos e cônjuges.”

“Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles.” – Provérbios 22:6 (NVI)

Os pais se preocupam com o crescimento espiritual:

“Preocupar-se com a vida espiritual dos filhos é natural e positivo. O apóstolo Paulo tinha grande interesse na condição espiritual de seus “filhos na fé”. Ele pediu que eles deixassem de ser “…como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro.” (Efésios 4:14 – NVI).

“O que fazer com o amor e a preocupação que você tem por seus filhos? Como ajudá-los a se tornarem cristãos maduros? Paulo nos fala sobre isso. Ele tinha de escolher entre ficar doente de tanta preocupação, ou fazer algo a respeito dessas preocupações. Paulo encarou as questões espirituais de seus “filhos”, cuidou delas e foi atrás de resolvê-las. Ele escreveu cartas inflamadas, tratando de suas deficiências, falhas, falta de sabedoria e sobre a necessidade de eles crescerem espiritualmente.Vejamos aqui algumas de suas preocupações:

Eles eram espiritualmente imaturos – E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a criancinhas em Cristo (1 Coríntios 3.1).

Eles eram muito amigos do mundo – Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? Ou que comunhão tem a luz com as trevas? (2 Coríntios 6.14).

Eles estavam falando em seguir a Deus – Ó insensatos gálatas! Quem vos fascinou a vós (Gálatas 3.1).”

“Meu objetivo aqui é que você e eu possamos nos importar suficientemente com nossos filhos, a ponto de amorosamente mostrar a eles o que está indo contra as instruções e padrões de Deus. Mas também precisamos parar de nos preocupar. Precisaremos canalizar o tempo e a energia, que gastaríamos nos preocupando, para orar e prepará-los para caminharem com Deus e batalharem espiritualmente, a ponto de lutarem o bom combate da fé e viverem para Cristo.”

“Preocupar-se com os filhos só piorará as coisas para você, para sua saúde e para a sua paz interior. A preocupação aumenta a tensão nos relacionamentos familiares e na própria atmosfera da casa. Sem contar que ela impede nosso crescimento espiritual. A preocupação não faz parte dos planos e da vontade de Deus. Portanto, a conclusão a que se chega é que a preocupação não deve fazer parte da nossa vida diária. E as circunstâncias só começarão a mudar positivamente quando começamos a confiar em Deus, a buscar sua ajuda, a tomar passos assertivos, e a fazer algo em favor de nossos filhos, de suas vidas e interesses. A seguir você encontrará algumas sugestões e poderá começar a aplicá-las agora mesmo!”

  • Ore por seus filhos;
  • Esteja disponível para seus filhos: quanto mais perto de seus filhos, mais eles saberão que você está disponível e disposto a ouvir;
  • Prepare seus filhos: instrua-os fielmente na Palavra de Deus;
  • Tome conta dos filhos: “Eles não são seus. Foram colocados em suas mãos para que você os instruísse, treinasse e cuidasse deles”.

Lembre-se:

“Todo o amanhã tem duas alças. Nós podemos segurá-lo pela alça da ansiedade, ou pela alça da fé.” Henry Ward Beecher.


Essa série de posts é um resumo do livro Preocupação, de Elizabeth George, publicado pela editora Hagnos. Cada post resume um capítulo e você pode adquirir o livro para conferir os assuntos com maiores detalhes clicando na referência abaixo.

Referência: GEORGE, Elizabeth. Preocupação – um hábito que pode ser quebrado [tradução Iara Vasconcellos]. São Paulo: Hagnos, 2011.

Sobre Paloma Pena

Teimosa, intensa, super protetora, eterna criança, aprendiz de engraçada.

  • Jairo Arruda

    Perfeito Paloma!

    É notável a preocupação dos pais com os filhos e ainda mais quando esse momento onde a distância os separa essa preocupação se torna mais visível.
    Meus pais sempre lutaram para me dar o melhor e ser o melhor (não sei se conseguiram hahaha), mas pelo menos doce (mamãe passou açucar nimim ahhaha)..

    Mas também sempre cresci no entendimento e preparado e motivado, mesmo as vezes super protegido, Deus usou eles para ensinar-me o caminho e os princípios que jamais esqueço.

    Creio que agora depois de um tempo longe da casa dos pais (a saudade é maior) mas também a preocupação e a confiança é maior e isso é que nos filhos devemos transparecer e os pais devem alcançar.
    =)