Um novo começo

Postado por em jan 22, 2018 em Blog | Sem Comentários

Um novo começo

Olá Pessoas!

Mais uma vez juntos, e espero que com mais frequência nesse 2018.

Como falei no último post (Seja Grato), ainda tenho muita coisa para falar, muita coisa ainda está na garganta e precisa ser jogada para fora! Sei que estamos em outro ano, mas 2017 ainda não foi esquecido, e com ele muitos ensinamentos ficaram e devem permanecer. Foi um ano que me recuso a esquecer, pois muitas coisas estão começando a fazer sentido agora!

Lembro de sair de 2016 (o pior ano da minha vida) e não esperar nada de 2017, lembro do meu caráter decadente e do abismo que criei entre mim e Deus. Sim, as coisas não estavam nada boas, as coisas não faziam mais sentido, aí estava a minha maior crise espiritual até então.

Lembro dos meus pais me confrontarem, de demonstrarem amor, mesmo que eu não merecesse nada daquilo. Lembro de pedir perdão às pessoas que machuquei, lembro de chorar inúmeras vezes, lembro de pedir ajuda, e com isso sair do fundo do poço que eu mesmo cavei!

Deus, de forma majestosa, me desafiou a sair do simples, do fácil, afinal eu tinha que morrer, tinha que viver pela fé. Foi tão incrível ver a graça de Deus se manifestando desde o simples ao complicado, desde o importante ao banal. Como foi bom ser corajoso, mesmo sabendo que a coragem não era minha.

Quantas coisas Deus fez por mim, quantos sorrisos Ele colocou no meu rosto, quantos abraços eu recebi, que me fizeram descansar e de fato entender que a fé deveria ser cultivada, pois nisso consistia a minha vida, isso era o que me dava razão pra abrir os olhos todas as manhãs. É estranho ver que Deus foi no fundo do poço me buscar, e me trouxe para momentos incríveis.

Quando falo que foram muitas coisas, é porque foram mesmo! Se fosse pra escrever todas, tenho certeza que daria um livro. Foram desafios que me ensinaram o como era bom estar perto do meu criador. Que ano fantástico! Não por minha causa, mas por Deus se fazer presente nEle, pois sei que nada de bom poderia vir de alguém sujo e podre como eu!

Porém lá vem aquela montanha-russa, e num mero segundo você percebe que já está de cabeça para baixo novamente. Olhei ao meu redor e me senti sozinho, como na música dos Arrais, que não saiu da minha cabeça o dia todo, que diz assim:

“Eu sei que é possível vivermos sozinhos
Cercado de gente e de conhecidos
Perdidos nas rotas de nossas rotinas
Sem nunca sabermos qual é o destino” (Os Arrais)

Percebi que a Cruz que Jesus carregou no meu lugar não fazia mais meu coração arder de alegria, vi que a eternidade que me espera não estava mais atraente como estava a dois meses atrás. A duas horas atrás disse que cantaria o amor de Deus para sempre, e aquela música mexeu tanto comigo, que não podia mais deixar pra lá.

Então lá fui eu, peguei meu café, sentei na rua, e chorei diante de Deus o que não dava mais pra segurar. Ah e como foi bom matar a saudade de chorar e rir, de bater aquele papo cabeça com o meu Criador, de poder olhar para o céu e perceber o quanto eu sou amado.

Esse início de ano não tem sido dos melhores, até por que se as coisas não estão bem com Deus, elas não estão bem com nada, porém ainda resta esperança, isso mesmo, esperança que ainda posso fazer a diferença, que posso ser relevante, que posso mostrar a diferença que Deus fez e ainda insiste em fazer na minha vida. Parecia que no meu inconsciente eu era bom o suficiente, como se o fato de estar envolvido no ministério e ser convertido a um certo tempo fazia de mim alguém aceitável aos olhos de Deus.

Os meus melhores dias passaram e eu sequer me dei conta que tudo estava do avesso, e tinha deixado para trás o que de melhor havia em mim… Oh meu Deus!

Eu quero mudar o mundo, quero que pessoas sejam transformadas, mas antes de mais nada, eu preciso ser mudado, eu preciso ser como Cristo. Se não for assim, nada do que eu faça terá sentido, será como correr atrás do vento!

Eu quero ser valente, eu quero ser louco, pois a loucura do evangelho transforma o mundo!

Abraço de urso!

Sobre Ariel Zimermann

Uma criança crescida, que acha motivo pra rir, até quando é pra chorar. Conheci a Cristo com meus 15 anos, sou Gaúcho, Estudante de Engenharia Elétrica, que encontra na música uma forma de mostrar a grandeza de um Deus infinito. Aquele que senta na rua e fica olhando as estrelas por horas, conversando com Deus, tomando café no meio da rua. Sou direto, até demais, pois sinto que as pessoas devem ouvir o que elas precisam ouvir, e não o que elas querem ouvir.