Sobre o atentado em Orlando

Postado por em jun 27, 2016 em Blog | 3 Comentários

Sobre o atentado em Orlando

Há alguns dias, um homem – que nunca vamos saber o porquê, muito menos por quem – entrou em uma balada e sentiu-se no direito de acabar com a vida de dezenas de homossexuais.

Comoção de alguns.

Não comoção geral.

Como participante do povo da Cruz – aquela galera que olha para Jesus Cristo e vê Nele senhorio e salvação – eu chorei. Chorei porque vi uma igreja que aplaudiu tal atitude, apoiou e riu.

Tiraram barato e disseram: “Excelente”.

Lembrei então da moça de Samaria e de como Jesus a olhou.

Como Ele a escolheu e a amou sem que nenhuma barreira política, religiosa ou social pudesse impedi-lo.

Era NECESSÁRIO passar por Samaria (Jo 4:4) porque Jesus não tinha limites territoriais para ser quem era. Ele sabia muito bem quem era!

E aí, povo da Cruz, eu me pergunto onde estamos. Que tipo de cegueira nos faz acreditar que devemos selecionar aqueles com quem Deus deve se relacionar? Que tipo de povo somos, quando filtramos aqueles com quem devemos nos sentar? Existe aí, nesse ponto, uma grande incoerência do nosso discurso com o discurso de Jesus Cristo.

Nós aplaudimos o massacre e somos intolerantes ao coração do outro. Queremos que nos ouçam, mas nós não queremos ouvir a ninguém. Esbravejamos nossos dogmas e dizemos: para ser de Deus tem que ser gente como a gente. Espera aí, não era como Jesus de Nazaré?

Tá faltando força de vontade para atravessar a ponte. Tá faltando convicção da nossa fé, porque só com convicção nós conseguimos sentar à mesa com o que pensa diferente de nós e encontrar a moça de Samaria. Até porque, qualquer diferença entre mim e você só deveria servir para nos distinguir, não para nos separar.

Tá faltando coerência no que a gente aplaude e no que a gente vai defender. Tá faltando entender que nós somos exclusivos de Deus, mas Ele não é exclusivamente nosso. Ele se senta na mesa que quiser. Ele muda o caminho quando acha que é necessário. E isso nunca dependerá da nossa autorização.

É inconciliável para Deus qualquer tipo de arrogância que exclua um indivíduo da nossa mesa.

E, de uma vez por todas:

Jesus é o Salvador do mundo, não é o Rei de Israel.

Ele veio para todos os povos!

Inclusive pros que choram em Orlando. Por que nós não estamos chorando com eles mesmo?

Olha, de uma coisa eu sei:

Eu não estou aqui para decidir quem Deus deve amar.

Eu estou aqui para marcar encontros entre Deus e o maior número de pessoas que eu puder alcançar.

Obrigada, moça de Samaria.

Estou indo te encontrar!

Sobre Andressa Rosa

Se fosse definir uma menina cheia de sonhos, louca por Jesus e pelo poder que está no nome dEle... Se fosse definir a filha, a estudante de comunicação social, a atriz de alma e formação, que tem seu casamento planejado desde os 7 anos de idade... Se fosse definir o mundo dos "talvez" e das certezas, uma pequena biografia não seria o bastante. Então me chame de Dede. E vem conversar comigo!