Como a neblina

Postado por em ago 14, 2014 em Blog | Sem Comentários

Como a neblina

Ouçam agora, vocês que dizem: “Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro”.
Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa.
Ao invés disso, deveriam dizer: “Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo”. – Tiago 4:13-15 (NVI)

Há dias eu vinha com esse assunto em mente. Diante dos últimos acontecimentos, foi quase impossível evitar pensar na vida em seus termos mais frágeis. Desde o início do ano, diversos casos de acidentes aéreos assustaram o mundo inteiro. No mínimo cinco casos foram registrados, dentre eles o do ex-atacante do Internacional, o jogador Fernandão. Nesses momentos, a comoção é enorme e as pessoas tendem a repensar o significado e sentido da vida. Recentemente, perdemos um professor do corpo docente da engenharia da Universidade de Caxias do Sul e, hoje, de forma trágica, o candidato à presidência Eduardo Campos.

A vida é passageira, já dizia Tiago, apóstolo de Cristo. Nessa passagem, o apóstolo fala que não sabemos do dia de amanhã. Somos algo semelhante à neblina, que aparece rapidamente e já se dissipa. Embora a nossa vida pareça ser longa e a expectativa de vida tenha aumentado com relação às decadas passadas, o ser humano é, sem medo de errar, uma mera fagulha em meio ao fogo incinerante.

As pessoas costumam viver no hoje, o que foi planejado pelo ontem, já pensando no amanhã. Apesar de saberem que a vida é curta, as pessoas insistem em viver como se nunca fossem morrer. Pode ser pesado pensar dessa forma, mas a maioria de nós nem ao menos tem coragem em conversar sobre a morte e pensar que um dia iremos partir dessa para uma outra. A neblina passa, e a nossa vida também.

Jesus passou Seu ministério inteiro mostrando essa realidade às pessoas. Apesar de realizar milagres em corpos mortais, o maior milagre que Ele realizou foi a salvação da alma. Ele nunca ensinou que as pessoas deveriam viver para este mundo, mas para o vindouro. Não fomos orientados a buscar o reino dos homens, mas o reino de Deus (Mateus 6:33). Cristo nos mostrou que os tesouros terrenos perecem, mas os eternos são para sempre (Mateus 6:19). Ele nos ensinou a olhar para a eternidade, e não para o tempo.

Nós, como Cristãos, devemos viver uma vida sabendo que haverá um fim. Apesar de parecer contradizer as máximas do Cristianismo, essa é uma verdade essencial. Se tivermos a noção e consciência de que o nosso tempo aqui é limitado, não olharemos para esse intervalo (70, 80 anos) como um período de bonança, mas como o momento em que devemos dedicar o nosso máximo ao Reino de Deus, à Sua obra e missão. Tendo a consciência de que passaremos, podemos olhar com mais avidez para a eternidade e crer que é lá que viveremos de fato.

Fernandão, Eduardo Campos, eu, você, todos passaremos. O que não passará será o legado deixado por cada um de nós. Viva sua vida para um Reino eterno. Sua vida é passageira, assim como a neblina. O Reino, meu caro, é eterno, e lá um dia viveremos com Deus. Nunca esqueça disso.