Avarento, eu?

Postado por em out 30, 2014 em Blog | Sem Comentários

Avarento, eu?

“E eis que, aproximando-se dele um jovem, disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna?
E ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos.
Disse-lhe ele: Quais? E Jesus disse: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho;
Honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Disse-lhe o jovem: Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade; que me falta ainda?
Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me.
E o jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades.
Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus.
E, outra vez vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus.” – Mateus 19:16-24 (ACF)

Avarento, eu? Não acredito. Sei que sou puro e perfeito. Tenho feito todas estas coisas e tenho guardado os mandamentos. As riquezas são benção de Deus! Não toque nelas, são um presente dEle!

Na história clássica do jovem rico, vemos o caso de um rapaz que se entristece ao ter de abandonar suas riquezas em função do Reino. Apesar de aparentemente ser uma boa pessoa, cumpridor da lei, o jovem não estava disposto a deixar tudo por amor a Deus. Na realidade, suas atitudes exteriores não demonstravam seu coração. Embora a lei estivesse sendo cumprida, seu coração estava distante do Senhor e próximo ao seu tesouro: o dinheiro.

Em outra situação, Jesus fala:

“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam;
Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.
Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” – Mateus 6:19-21 (ACF)

E a lista de ordenanças contra o amor ao dinheiro segue por todo o Novo Testamento. Não é novidade que um Deus soberano, amoroso, bondoso, condenaria o amor ao dinheiro, a avareza, a cobiça. Justamente por ser soberano e por exigir a honra para Si, Deus não permite que o ser humano se envolva com outros deuses, inclusive se um deles for as riquezas deste mundo.

A avareza é um pecado que pode destruir vidas e famílias. A cobiça pelo dinheiro é o que move o mundo de hoje, transformando as pessoas em verdadeiros monstros consumidores e avarentos. É uma realidade dura quando analisada friamente. O motor do nosso planeta é a economia, o dinheiro e as relações que envolvem esse tesouro humano. E Deus nos orientou a sermos simples, crermos nEle e esperarmos pela Sua provisão. Não é uma forma maravilhosa de fé quando precisamos crer na provisão divina em um mundo essencialmente capitalista? Quando Jesus nos orienta a crer no Pai para a provisão de nossas necessidades, Ele não está brincando. Ele realmente quer dizer: “Descansem nEle, que Ele mesmo vai alimentar vocês e suprir todas as suas necessidades básicas”.

Creia em Deus. Não permita que seu coração se volte aos tesouros desta Terra. A avareza não lhe traz paz, mas a necessidade por mais. É semelhante à gula: a busca por mais é constante e mais intensa. Que Deus cuide de nossos corações!