A festa acabou

Postado por em fev 22, 2016 em Blog | 2 Comentários

A festa acabou

A festa acabou, a bebida secou, a loucura se acalmou, a chuva molhou e levou embora toda impureza que passou por aqui. Portanto, será que ela levou realmente tudo?

Para alguns a dor de alguma perda, grande ou pequena, permanecerá. Para outros, ter ganhos desnecessários, apavorará. E quando acaba tudo isso?

Como uma “boa” brasileira que sou, não posso  negar a raíz do samba, a verdadeira raíz do samba. Aquela que a música tinha letras de reflexão em apoio a sua comunidade com a única intenção de unir a família, rir da fantasia do outro e curtir um bom som. E que posteriormente, tudo foi transformado em um desfile organizado, onde as pessoas começaram a se influenciar por esse novo estilo, depositando assim sua fé, tempo, disposição e muitas vezes o dinheiro que não tinham, para ter meros dias de “alegria”. Até quando permanecerão cegos?

Quando pensamos em samba hoje, não nos recordamos mais dos Oito batutas com o Pixinguinha e outros compositores com suas boas letras. A única coisa que recordamos é de uma mulher semi-nua (se é que ainda podemos dizer assim), dançando com a multidão e um espetáculo que pode estimular pensamentos lascivos, bebedeira, sexo sem compromisso e experiências loucas que não levam ninguém a nada. Até quando isso vai ser normal?

Não estou falando que tudo pode ser mudado com um passe de mágica, até porque o mundo jaz do maligno (1 João 5: 19), mas eu tenho algumas certezas. A primeira delas é que Jesus não veio para os justos, mas para os pecadores (Mateus 9:13) e está pronto para receber cada um que se dispuser a Ele. E também tenho a certeza que podemos sim transformar o mundo com a renovação da nossa mente (Romanos 12: 2), pois cuidando de nós mesmos e dos outros mostraremos a diferença.

Essas são apenas as certezas que tenho, e dentre elas, a certeza de que se permitimos, sei que a nossa Luz vai brilhar muito mais que todo brilho da Sapucaí. Sei que a palavra do Eterno satisfaz muito mais do que a bebida. Sei que a nossa alegria não dura quatro dias, mas ela é real dentro de nós e não tira férias, nem acaba.

E a maior certeza que tenho é que se permitimos também, o que habita nos nossos corações aparecerá, falará e se propagará através de nós. Ele chamará muito mais atenção e alegrará muito mais do que qualquer escola de samba!

Sobre Giovanna Miranda

Eu não sou a Giovanna, porque antes mesmo deste nome eu já existia. Eu não sou a líder, a aluna ou a empregada, porque o que eu faço não define minha vida completa. Eu não sou a garota das roupas diferentes, porque o que eu tenho é muito pequeno comparado a minha herança eterna. Eu não sou o que dizem, porque isso é muito vago quando me apego aquilo que Deus pensa sobre mim. Sou filha do Rei! Sonhadora, que vive essa realidade louca mas que põe a fé Naquele que pode todas as coisas.

  • Magdiel Silveira

    Parabéns, bela visão e abordagem sobre o tema!

  • Verdade total o que descreve. De fato, uma festa que acima de tudo tinha como característica a diversão sem muita apelação física tornou-se na explicita autorização para a exposição banal. Interessante observar as manifestações carnavalescas em outros países. O Brasil se tornou a Meca da exploração sexual contribuindo com o aumento enorme das estatísticas ruins que vemos nestes pós-eventos. Festa acabou pra muita gente. E nós cristãos só nos cabe os refúgios dos acampamentos. Mas isso já é outra onda.