A arte do amor Ágape!

Postado por em dez 4, 2013 em Blog, Cantinho da Rafa | 19 Comentários

A arte do amor Ágape!

Ágape significa amor, é uma palavra de origem grega. Ágape pode ser o amor que se doa, o amor incondicional, o amor que se entrega.

34 Um novo mandamento lhes dou: amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. 35 Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros.” - João 13:34-35 NVI

O Evangelho de João apresenta uma perspectiva especial da vida de Jesus Cristo, pois João era conhecido como o discípulo a quem Jesus amava e também foi um dos discípulos que seguiu Cristo durante o Seu ministério terreno. Todo este evangelho foi escrito para demonstrar a realidade do messianismo de Jesus, apresentando-o como Filho de Deus, a fim de que os leitores cressem Nele, e crendo tenham Vida.

O amor é a marca de quem segue a Cristo.
O amor nos faz sermos discípulos de Cristo.
O amor nos transforma em verdadeiros seguidores de Cristo.

Nesse texto, percebemos que Jesus, ao falar do amor, nos dá uma ordem no qual não focalizou o sentimento de amor, mas a decisão de amar.

Em primeiro lugar, o amor é uma decisão, não uma emoção. Mas um mandamento de amar não é fácil de ser obedecido. É por isso que é uma boa notícia ouvir que esse é um “novo mandamento”. A novidade é que Jesus nos deu um modelo desse amor através do seu ministério. Devemos amar, disse Jesus, “como eu os amei”. Por causa do seu amor por nós, Jesus estava disposto a morrer por nós. Em comunhão com Ele, também descobriremos o poder do amor sacrificial.

Jesus diz que, quando amamos como Ele amou, nos tornamos um poderoso atrativo para aqueles que não conhecem Jesus. Se amarmos uns aos outros, todos saberão que somos seus discípulos. Saberão que somos verdadeiramente filhos de Deus.

Cristo nos instrui a ajudarmos o próximo. Ajudar ao próximo deve ser uma qualidade do servo/discípulo de Jesus. O ser humano pode até ter uma alta posição na sociedade, mas ninguém deve pensar que é mais digno ou mais importante do que qualquer outra pessoa. O amor nos torna pessoas iguais, assim como Cristo demonstrou morrendo por nós na cruz. O chamado para crescer em amor é fundamental para qualquer outro valor ou objetivo na vida cristã. O amor ao próximo busca o bem do próximo, e sua verdadeira medida é o quanto ele dá para esse fim. O amor é um princípio de ação e não de emoção. É um propósito de honrar e beneficiar a outra parte. É uma questão de dar coisas para as pessoas por pura compaixão de sua necessidade, que sintamos ou não afeição pessoal por elas. É por seu amor ativo aos outros que os discípulos de Jesus Cristo devem ser reconhecidos.

Algumas vezes achamos que o serviço cristão é o único indicador de que estamos crescendo espiritualmente, quando, na verdade, os nossos relacionamentos humanos são sempre ótimos indicadores de nossa vida espiritual. Jesus veio a este mundo não apenas para nos salvar, mas também para nos mostrar como amar Deus e os outros seres humanos.

O amor é uma dádiva Divina, que é plantada no coração humano, para que ao brotar, o faça ainda mais parecido com o seu Criador. Por isso que a natureza do amor de Deus resolve conflitos pessoais liberando perdão e misericórdia para o próximo.

O amor ao próximo deve ser alimentado e torna-se uma fonte certa de adoração a Deus. Se estivermos proclamando o amor de Jesus, com certeza estamos cheio do Espírito Santo de Deus.

O amor que Jesus nos ensina, é aquele em que eu sou voluntário nesse amor, não amando para satisfazer o desejo que há em mim, mas me comprometo em amar. Este amor também não é interesseiro ou egoísta; o egoísmo consiste na satisfação pessoal. Como esse amor não é na sua essência um sentimento, na sua prática não há egoísmo, pois não busca se satisfazer.

1. O amor aceita responsabilidade de uns pelos outros. Nós somos responsáveis pela maneira como tratamos o nosso próximo.
2. O amor aceita os que falharam contra nós. Deus espera que demonstremos um amor perdoador e expressivo àqueles que falharam contra nós.
3. O amor aceita de forma desinteressada uma relação com o próximo. Não podemos praticar a rejeição, pois ela fere e machuca profundamente as pessoas. Temos que tratá-las com amor. Para aproximar-se de Deus, é necessário amar ao próximo. “Permanecer” na presença de Deus, falar gentilmente e nunca fazer fofoca ou desacreditar o seu próximo. Perdoado! Perdoe! Deus deseja que exerçamos misericórdia de forma abundante, assim como a recebemos abundantemente.
4. O amor aceita tratarmos os inimigos como irmãos. Jesus nos exorta claramente a amarmos àqueles que demonstram animosidade em relação a nós.
5. O amor ensinado por Jesus tem espírito de servo. O amor desprende-se do status social e aceita um lugar mais simples entre aqueles a quem servimos. O amor de Deus nos capacita a esquecer o conforto e a compartilhar o tratamento e a dor dos outros.
6. O verdadeiro amor só pode ser vivido por um discípulo do Mestre Jesus.

O amor não é um sentimento ou uma preferência, porém uma decisão que nos remete a olhar para Jesus como um verdadeiro doador e exemplo de amor.

Nelson Mandela foi o líder da apartheid, onde defendia os direitos dos negros. Ele deixou grandes marcos em sua história e um deles foi o amor que ele tinha ao seu povo, onde ele sempre dizia esta frase durante a sua vida:

Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem, ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar”.

Vamos desde hoje colocar em prática o verdadeiro amor, que é aquele que Cristo nos deixou. Que este amor se faça presente na nossa vida, em nossas ações, em nosso modo de tratar as pessoas, enfim em nosso modo de agir e de ser. Que possamos levar em mente o exemplo de amor que Cristo nos deixou na cruz e que possamos cada vez mais tomar iniciativas para demonstrar esse amor magnífico e maravilhoso que muitas pessoas ainda não conhecem.

 

Sobre Rafaela Zimieski

Uma criança humorada, uma menina amada e uma mulher demasiadamente apaixonada por Cristo.